MUNDO CAPITALISTA
- CAP 1.1 - MUNDO CAPITALISTA -
Deixei o livro na estante e fui de encontro com a porta do quarto, abri a porta e sai em direção ao corredor, logo após beber um copo de àgua na cozinha, volto para o quarto e ligo o COMPUTADOR e inicio o jogo chamado FAFAFEFO na tela.
Quando o jogo abriu na tela de LOGIN eu não conseguia acessar a minha conta no jogo, pensei ter trocado a senha ou ter esquecido mas não conseguia lembrar, pois eu nunca esqueci a minha senha antes, então porque eu não consigo acessar a minha conta?
E se passou 10 minutos e nada, 30 minutos e nada, voltei a ler os livros da estante, me faltavam muitos capítulos, havia lido apenas às primeiras páginas do primeiro capítulo e aquele livro me deixou desperto e com uma sensação estranha, nunca havia sentido isto antes. Havia um problema, tão pequeno que nem era notável, o livro era tão renovável que havia palavras que não conhecia, tanto e quanto de novidades que juntas fixam um elo inconsciente, então voltava a ler do início, aquilo foi ficando compulsivo e em um flash de luz resolvo ir até a estante e guardo o livro, volto à procurar a chave da porta por todos os cômodos da casa.
Minutos se passaram, pensei que seria melhor eu descansar, quando eu lembrar a senha da minha conta no FAFAFEFO volto a jogar, então fui até meu quarto abri o armário e escolhi roupas limpas para tomar um banho quente e fui me banhar, depois do banho deitei com o corpo bem mais relaxado na cama e aos poucos chegou o sono. Abrindo meus olhos percebo estar acordado e me viro para ver à hora no relógio ao lado na cômoda e a hora marca 3:30 AM, eu acabara de acordar em uma madrugada e não havia sono algum para que eu dormisse, sentei na cama fiquei um bom tempo olhando pra frente vagando em meus pensamentos.
Fui até a estante de livros selecionei o mesmo livro e continuei lendo, abri na página onde havia parado de ler, mas havia me esquecido de algumas informações importantes do livro.
Chegando na página 9 eu me surpreendi com o tanto de informações que eu havia recebido ao ler, uma ótima experiência literária, simplesmente não tinha palavras para expressar aquelas palavras que custavam pensamentos e sensações, podia me redescobrir por dentro daquele universo de conhecimento.
Lembrei que ainda não havia encontrado a chave da casa, deixei de lado o livro, encaminhei ele até a estante e fui de encontro com a porta do quarto, sai para o corredor de costume olhei a porta de saída e entrada da casa e a chave estava lá embocada na fechadura da porta.
~_~
Peguei a chave da fechadura e fui para o quarto, estava tudo bem, pois a chave "surgiu".
No quarto sentado na cama olho o relógio e é 5:45 AM, penso em fazer uma caminhada de manhã na rua, vou até o armário para escolher uma boa peça de roupa, escolho um conjunto de moletom pois o tempo está frio, estando bem agasalhado, na cômoda abri a gaveta e peguei um par de luvas, meias e um gorro que aquecia as orelhas contra o frio, abri a sapateira e escolhi um tênis de passeio, estou pronto, me olhei no espelho da parede e sorri.
😄:)😀
Cadê a chave? Olhei ao redor e ela estava em cima da cama e logo que a chave estava em minha mão rápidamente eu estava na porta de saída.
Já do lado de fora da casa eu olhei para o céu e á Leste estava começando à ficar claro sentindo o Sol chegando naquela manhã. Respirei fundo aquele ar gelado em frente da porta de casa, olhei à calçada pública e comecei à caminhar, sabia onde ir aquela manhã, pensei que seria bom eu ter um cachorro para passear comigo, mas eu não tenho cachorro.
Passando algumas quadras chego no Parque Público Florestal, por chegar cedo demais ele está fechado e só abre às 6:30 AM.
Vou à padaria ao lado que abre mais cedo e fico um tempo aguardando até que o Parque Público Florestal abra. Na padaria eu sou cliênte antigo, conheço o dono há dois anos; Depois de tomar café da manhã, caminhando nas calçadas públicas do bairro eu via pessoas saindo de suas casas, ouvia cachorros latindo, observava gatos em cima dos telhados, vez ou outra pássaros em bando voando juntos e fazendo um lindo coral, era uma manhã como qualquer outra, mesmo com aquele vento frio soprando em meu rosto, mas eu me sentia bem, é a natureza que me rodeia, foi naquele momento que isso chegou a se passar na minha cabeça, portanto, chegando ao parque infantil, fui me sentar na balança e por ali fiquei,minutos se passaram, observando de um lado eu olhava balanços, escorregadores, caixas de areia, árvores dando vida a tudo isso, me bateu uma tremenda saudade da minha infância e como era uma doçura ser uma criança, a vida era cheia de vida e de cor,mas , não que a vida de agora perdeu sua cor, só que quando se é criança não surgem tantos problemas para serem resolvidos, as vezes muitos problemas ao mesmo tempo, como de costume, temos nossos pais ou pessoas de confiança que cuidam da gente durante anos, ajudando-nos a darmos os primeiros passos para a grande verdade da vida, problemas que devem ser resolvidos, a verdadeira face do mundo, mas, até mesmo os problemas podem sumir, igualmente a minha chave, basta querermos, e ele sumirá, por isso eu digo que a vida não é só mar de rosas, mas sempre podemos melhorar, tudo na vida tem seu sentido existente e tudo tem o seu valor, cada coisa existe para outra, tudo se encaixa basta encontrarmos as peças certas, dentro deste quebra-cabeça de mil peças, chega a ser mais ou menos isso, tudo e todos a nossa volta são uma coisa, mas com o tempo se transforma, se modifica e altera, estamos em constante evolução, em constante movimento em contraste conosco e com o mundo, sem deixar de progredir, nem depois da esperada morte paramos de evoluir, estamos vivos e somos a própria vida, fazemos parte disso e isto é difícil de negar ou até mesmo difícil enganar a si mesmo, destes conceitos, uma hora ou outra nos deparamos com estes conhecimentos internos, e a realidade nos choca, mas sempre de cabeça erguida, assim tudo ocorre bem.
Lá está ele,
o sol,
nascendo, ou bem mais que isso,
ele não se deixa abalar por nada,
é dada à hora...
Imagino que o parque florestal se abriu,
Vou indo nessa...
Levanto do balanço sem saber ao certo por quanto tempo fiquei sentado ali, mas eu me sentia bem comigo mesmo e esta é o fator importante, fui então em direção ao parque público florestal, bem próximo dali, no caminho eu observei a diferença do mesmo lugar, ainda havia pessoas saindo de suas casas, mas, já não havia tantos cachorros latindo, e os gatos sumiram, talvez estariam dentro da casa de seus donos, e os pássaros pouco se via e naquele momento pensei que quando o sol acorda a vida se cala, foi um tanto desordenado chegar a esta conclusão, mas foi o que parecia naquele momento, portanto, chegando próximo àquele parque público conseguia escutar a natureza e este sim seria um alívio, aquele som já carrega a própria natureza, o som de variados animais, de longe pareciam os pássaros, que até a pouco havia pensado que se calaram, mas eles nunca se calam, os pássaros para mim, simbolizam a própria liberdade, pois eles sempre cantam e cantam, voam e voam, enchendo assim, não só a deles, mas, a nossa vida de alegrias, e com grande satisfação vejo que o portão do parque público florestal já se abriu, não por passe de mágica, mas, com ajuda do porteiro um dos contribuintes da nossa sociedade, era um senhor muito gentil, que sempre está ajudando na preservação do parque com novos cartazes, como o cartaz de "não jogue lixo no chão" ,ou "não quebre os galhos das plantas", entre outros cartazes, que nos auxilia a manter tudo preservado e organizado, para uma melhor durabilidade do parque, assim as próximas gerações, podem desfrutar da beleza de uma área florestal bem conservada, fora do meio das cidades, onde circulam carros, motos, bicicletas entre outras coisas em movimento, então é um ótimo lugar para se desligar do meio cultural e ir para um meio natural, nossa mente agradece, caminhando passo à passo observo cada uma das árvores ali presentes e escutando o som dos pássaros, não só isso mas, tudo me parece tão calmo, tão gostoso, este momento, me sinto privilegiado por Deus, por ter me concedido um lugar dentro de sua criação e tudo é tão cheio de luz e pleno de vida.
Fiquei algumas horas andando em meio às folhagens secas da natureza, e me veio a lembrança um livro, justamente na hora mais calma de minha alma, o motivo de procurar tanto aquele chave em busca de uma paz interna foi justamente por conta deste livro, só agora que estou diante da natureza, em paz, calmo e tranquilo, começo a entender algumas das palavras que se juntavam, formando frases, fazendo uma criação construtiva interna dentro de minha pessoa, este livro tem ainda muito a me ensinar...
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